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Você sabia que o excesso de gordura corporal tem relação com o câncer de mama?

11/10/2018

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Muitas pessoas acreditam que o câncer de mama está relacionado apenas à hereditariedade, mas a Agência Internacional de Pesquisas em Câncer estima que cerca de 25% dos tumores de mama no mundo sejam decorrentes de obesidade e sedentarismo.

Para explicar a relação entre o excesso de gordura e o câncer de mama, é importante entender em primeiro lugar que o tecido adiposo não é um simples depósito de células de  gordura, mas também é formado por células que produzem hormônios, principalmente estrogênio (popularmente conhecido como hormônio feminino). O aumento da produção de estrogênio no tecido adiposo pode aumentar o risco de desenvolvimento de tumores hormono sensíveis, como de mama e endométrio.

Além disso, a obesidade aumenta os níveis séricos de insulina e do fator de crescimento de insulina (IGF-1), que são associados ao risco de câncer. O excesso de gordura causa ainda inflamação crônica no corpo podendo causar danos no sistema imune, aumentando também o risco de câncer.

Outro fator importante ocorre na menopausa. Nesse período, o tecido adiposo passa a ser o principal produtor de estrogênio, sendo assim, quanto mais gordura maior será a produção de hormônio que, em excesso, pode provocar a multiplicação celular do tecido mamário e causar o câncer. Estima-se que mulheres obesas tenham 20% a mais de chance de ter câncer de mama logo após a menopausa.

Todas essas afirmações vêm de estudos, como o que foi feito com 350 mil mulheres e mostrou que a probabilidade de desenvolver o câncer de mama aumenta junto com o índice de massa corpórea (IMC), ou seja quanto maior o sobrepeso e a obesidade, maior o risco.

Outro estudo realizado na Dinamarca acompanhou 18.967 pacientes de câncer de mama e constatou que mulheres na menopausa, com IMC maior que 30, apresentaram tumores maiores, mais agressivos e com comprometimento mais extenso dos linfonodos da axila. Além disso, o risco do espalhamento do câncer, metástases, em órgãos distantes teve relação direta com o ganho de peso: 10 anos após a cirurgia, mulheres acima do peso apresentaram mortalidade 46% maior quando comparadas às mulheres com peso normal.

E por último, um estudo apresentado na 8ª Conferência Europeia de Câncer de Mama mostrou que mulheres obesas ou com sobrepeso que são diagnosticadas com câncer de mama têm maior risco de reincidência da doença ou de morrer por problemas relacionados ao câncer do que aquelas que estão em seu peso ideal.

Diante destes fatos, é fundamental a conscientização das mudanças de hábitos de vida, visando alertar que os fatores de risco ambientais como excesso de peso/obesidade, sedentarismo, tabagismo e excesso de bebida alcoólica podem ser evitados e modificados. As pesquisas já mostraram que largar o cigarro e o álcool, praticar exercício físico regularmente e adotar hábitos alimentares saudáveis podem reduzir até 50% da incidência do câncer de mama.

A nutrição tem uma missão preventiva importante contra o câncer de mama e estimular e divulgar a promoção de hábitos saudáveis não faz parte só da prevenção como também do tratamento do câncer de mama, evitando recidivas da doença.

Destaco aqui que além de todas essas ações preventivas, é importante realizar o autoexame das mamas e realizar a mamografia para detecção precoce do câncer.

obesidade e o câncer de mama

  Lucia Sampaio

Nutricionista da Oncologia D’Or
Graduada em Nutrição Clínica pela UNIRIO.
Especializada em Nutrição Oncológica pelo INCA
Pós Graduada em Fitoterapia Clínica pelo IPGS

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