Notícias

Saúde reprodutiva da mulher: a importância da consulta periódica ao ginecologista

04/04/2019

Imagem notícia

Quando falamos em principais tumores que se relacionam a saúde da mulher, há um grande foco no câncer de mama por sua enorme incidência na população mundial. Porém, no mês de março, chamamos a atenção para dois cânceres ginecológicos que, apesar de comuns e frequentes, não são tão conhecidos pelas mulheres brasileiras: o câncer de ovário e o câncer de endométrio.

O câncer de ovário, por exemplo, é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. O tumor de ovário é considerado o câncer ginecológico mais letal, por ser mais difícil de ser diagnosticado, uma vez que a maioria dos tumores malignos de ovário só se manifesta em estágio avançado. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2015 foram contabilizados mais de três mil óbitos por conta da doença

Este tumor pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete principalmente as mulheres acima de 40 anos. Alguns fatores aumentam o risco de desenvolvimento deste tumor tais como idade avançada, obesidade, histórico familiar e fatores reprodutivos ou hormonais tendo como exemplo a infertilidade, a menarca precoce (primeira menstruação antes dos 12 anos) e menopausa tardia (após os 52 anos).

A característica do câncer de ovário que mais dificulta um diagnóstico precoce da doença é o fato de que, em estágio inicial, o tumor não apresenta qualquer sintoma e, por só ser descoberto em estágio avançado, faz com que o câncer de ovário seja considerado um tumor ginecológico muito letal. Este é um tumor de crescimento lento com sintomas que levam algum tempo para se manifestarem. À medida que o tumor cresce, os sinais começam a aparecer, mas mesmo assim o quadro clínico não é muito específico. Os principais sintomas são pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas; náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia e cansaço constante.

Uma vez que o tumor seja diagnosticado, dependendo do estágio da doença e outros fatores como estado de saúde geral da paciente, as principais opções de tratamento podem incluir a cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia alvo. Em muitos casos, mais do que um desses tratamentos ou uma combinação deles podem ser utilizados.

A grande arma contra o câncer de ovário é a frequência de visitas ao médico ginecologista. O principal exame ginecológico, o Papanicolau, não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o câncer do colo do útero. Porém, os ginecologistas, ao fazer o exame pélvico, buscam, por meio do toque, o reconhecimento de possíveis tumores. Além disso, os exames pélvicos de imagem, indicados por ginecologistas, conseguem visualizar os órgãos genitais internos femininos e detectar enfermidades tumorais, benignas ou malignas, de ovário ou útero. Se tornando assim, uma peça fundamental para o diagnóstico precoce da doença.

Já o câncer de endométrio tem características diferentes. O endométrio é o revestimento interno do útero que descama e sangra durante a menstruação. O tumor que se desenvolve nele acomete principalmente mulheres após a menopausa, em geral acima dos 60 anos. Segundo o Instituto Vencer o Câncer, apenas 20%, ou menos, das mulheres com câncer de endométrio estão na fase de pré-menopausa. Menos de 5% das mulheres diagnosticadas estão abaixo dos 40 anos de idade.

A falta de ovulação frequente, a hiperplasia (crescimento) endometrial, o uso de estrogênio (hormônio feminino) para reposição hormonal após a entrada na menopausa, o fato de nunca ter tido filhos, a síndrome do ovário policístico e a síndrome de Lynch são fatores que podem aumentar as chances de fazer uma mulher desenvolver o câncer de endométrio.

O principal sintoma do câncer de endométrio é o sangramento vaginal anormal que pode acontecer fora do período menstrual, ou seja, entre ciclos, ou que são mais intensos que o habitual do ciclo de cada mulher ou ainda qualquer sangramento vaginal em uma mulher que já se encontra na menopausa. Além desses sinais, dor pélvica e perda rápida de peso também podem ser sintomas de câncer de endométrio, porém estes sinais são mais comuns em fases mais avançadas da doença.

Ao analisar os tumores de ovário e de endométrio, fica claro que para uma detecção precoce de ambas as doenças, a visita ao ginecologista é fundamental. E, apesar disso, um estudo recente realizado pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), mostra que cerca de 20% das brasileiras acima dos 16 anos não vão ao ginecologista com regularidade. O levantamento, realizado em novembro de 2018, que entrevistou 1089 mulheres de 16 anos ou mais, deixou claro que o hábito de buscar o ginecologista uma vez ao ano é mais comum entre as moradoras de regiões metropolitanas da região sudeste do país e cresce conforme aumentam a escolaridade e o poder aquisitivo.

Para nós, especialistas, o ideal é ir ao ginecologista pelo menos uma vez ao ano para fazer os exames ginecológicos como Papanicolau e o Exame Pélvico que ajudam a detectar qualquer irregularidade na saúde reprodutiva da mulher. Além disso, em caso de qualquer sinal anormal, as mulheres devem buscar imediatamente o especialista. É importante destacar também que exames de imagens como ultrassonografia transvaginal devem ser feitos segundo o pedido dos especialistas em caso de qualquer suspeita.

Se consultando frequentemente ao seu ginecologista, a mulher estará cada vez mais ciente do seu estado de saúde podendo atuar de forma rápida para o tratamento de tumores que possam vir a ser desenvolvidos.

Grupo Oncologia D'Or

Acreditar
CEHON
Central Clinic
Fujiday
Instituto de Oncologia do Vale
NeoH
Onco Brasília
Oncologia D'or

Desenvolvido por Casa da Criação