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Pesquisa inédita do Instituto Oncoguia mostra que os brasileiros ainda sabem pouco sobre o câncer em geral e ainda tem uma visão muito negativa da doença

24/05/2019

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Dr Gilberto Amorim

Oncologia D’Or e Instituto Oncoguia

Uma pesquisa feita pelo IBOPE foi apresentada durante o IX Fórum Nacional Oncoguia, realizado nos dias 16 e 17 de abril, em Brasília. A pesquisa procurou avaliar as percepções dos brasileiros de diferentes regiões e classes sociais sobre o câncer em geral. 81% dos brasileiros têm contato direto com uma pessoa com câncer, sendo que 2/3 desse total são parentes. 100% dos entrevistados conhecem a doença, mas ainda há muito desconhecimento sobre o que causa o câncer, por exemplo. Apesar da ampla divulgação sobre os avanços no diagnóstico e tratamento, 1/3 dos brasileiros acredita que o câncer é causado por traumas psicológicos. Parece óbvio para a maioria esmagadora que o cigarro pode causar câncer, mas ainda há 8% dos entrevistados desconhecem essa associação. E há uma dúvida preocupante entre os participantes da pesquisa sobre obesidade e câncer: apenas 1/3 entende que os dois estão relacionados. 

Esse desconhecimento fomenta a percepção mais negativa sobre o câncer entre os brasileiros. Existe uma parcela da população que acredita que o tratamento contra os tumores avançou pouco nas últimas décadas. Para 1/3 da população, o câncer ainda é “uma sentença de morte”, e receber a notícia de que se tem a doença “significa sofrer e ter muita dor” para 1/3  dos entrevistados.

Qualidade de vida –A pesquisa abordou o que os familiares acreditam ser os aspectos mais afetados na vida do paciente que luta contra o tumor. Para 81% dos parentes, a principal questão é a qualidade de vida, que engloba impacto importante em aspectos emocionais e físicos. Nessa pesquisa, os pontos mais impactantes para o paciente, na opinião dos familiares, foram a questão emocional (51%), física (19%) e menção direta da qualidade de vida (11%). Para a população geral, 1/3 acredita que a vida financeira do paciente é afetada pela doença.

Diagnóstico e Tratamento – A pesquisa trouxe também informações importantes sobre os gargalos que os pacientes enfrentam hoje para o diagnóstico e tratamento. Mais da metade dos entrevistados acredita que não é possível uma pessoa diagnosticar rapidamente um tumor por conta da falta de acesso a exames (55%), da dificuldade de marcar consulta (52%), por não encontrar um médico para examinar os sinais e sintomas (42%) ou por não conseguir fazer uma biópsia rapidamente (30%). Com relação ao tratamento, 73% não acham possível iniciá-lo em até 60 dias no Brasil, apesar de hoje existir uma lei que determina que a terapia deveria começar até dois meses após o diagnóstico (Lei 12732 / 2012). Os problemas apontados na pesquisa para essa demora no tratamento foram a fila de espera (78%), falta de vaga para cirurgia (46%), vaga para quimioterapia e radioterapia (25%), acesso a um especialista (24%) e acesso ao medicamento (17%).

Nós, profissionais de saúde temos a obrigação de em todas as oportunidades fornecer informações de qualidade sobre fatores de risco, estimular hábitos de vida mais saudáveis, combater as “fake news” e lutar pelo diagnóstico precoce dos diferentes tipos de câncer, enfatizando que as taxas de cura são elevadas para quando diagnosticado precocemente. Devemos trabalhar para melhorar o acesso dos pacientes notadamente no SUS. É nossa missão também, como médicos e cidadãos.

Confira o estudo na íntegra aqui.

 

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