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Julho Verde: se ligue nos sinais do câncer de cabeça e pescoço

05/07/2018

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A prevenção passa pela redução do consumo de álcool, cessação do tabagismo e vacinação contra o HPV, além de dieta equilibrada

Julho ganha tons de verde em mais uma campanha de conscientização sobre o câncer. A atenção agora se volta para os tumores de cabeça e pescoço que afetam a garganta, a boca, a laringe, o nariz e as glândulas salivares. Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, o câncer de cabeça e pescoço é o segundo tipo de tumor maligno mais frequente entre os homens brasileiros, atrás somente do câncer de próstata.

Os principais fatores de risco são o consumo de álcool e o tabagismo, aumentando em até 20 vezes a possibilidade de uma pessoa saudável desenvolver algum tipo de câncer na região. Outros fatores também estão associados ao aparecimento da doença, como as infecções virais (em particular, o HPV, papilomavírus humano),  exposição solar e má higiene oral. Além disso, a má alimentação – um dos principais fatores de risco para o surgimento do câncer – também pode estar ligada aos tumores de cabeça e pescoço. O consumo de determinados alimentos – como produtos em conserva – pode influenciar no desenvolvimento do câncer de nasofaringe, por exemplo.

Quando foi diagnosticado com câncer de boca, o bancário aposentado, José Amâncio Neto, trocou os vícios pelo álcool e cigarro, que o acompanhou por quase 50 anos, pelo prazer da corrida de rua. Hoje, curado do tumor, José ainda sente as sequelas do tratamento com radioterapia e quimioterapia como a baixa produção de saliva, falta de apetite, boa seca e amarga, mas nada que o impeça de praticar o que mais ama.

– As pessoas me perguntam como consigo correr, mas sempre digo que não há melhor terapia. Sempre corro com um cinto de hidratação com quatro garrafinhas, pois preciso molhar a boca a todo instante para aliviar a secura. Felizmente, a corrida me permite fazer isso. Como fica impossível ingerir tanta água, o fato de estar correndo na rua me possibilita usar a mesma apenas para molhar a cavidade bucal e depois descartar – contou com orgulho.

O tratamento – dependendo da localização, características e extensão do tumor – pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, realizadas isoladamente ou em combinação. O diagnóstico precoce permite que mais de 80% dos casos tenham cura.

– Para isso é preciso estar atento aos primeiros sinais como lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca, bochecha, nódulos no pescoço e/ou rouquidão persistente. Nos casos mais avançados observa-se dificuldade de mastigação e de engolir, dificuldade na fala, sensação de que há algo preso na garganta – destaca a oncologista clínica Eni Freitas, da Cehon, clínica da Oncologia D’Or, em Salvador.

#SeLigueNosSinais:

Sinais e sintomas:

– dor ou sangramento em algumas das regiões afetadas (boca, nariz, laringe, garganta)

– mal hálito

– dor ao engolir, engasgos

– rouquidão

– caroço no pescoço

Grupo Oncologia D'Or

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NeoH
Onco Brasília
Oncologia D'or

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