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Não existe cigarro seguro

29/05/2018

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Fumar aumenta em 30 vezes o risco de desenvolver câncer de pulmão. Mesmo o cigarro eletrônico pode levar ao vício e causar males à saúde

O tabagismo é uma doença crônica e resultante da dependência da nicotina, que está associada como fator de risco para cerca de 50 doenças – entre elas o câncer. O tabaco pode aumentar em cerca de 30 a 40 vezes o risco de desenvolver o câncer de pulmão ao longo da vida, inclusive entre fumantes passivos, que têm cerca de 2 a 3 vezes mais chances de ter esse tipo de neoplasia que quem não é exposto.

Levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária estima que 200 mil óbitos ocorram por ano em decorrência do fumo. Mundialmente, esta marca pode alcançar seis milhões de mortes.

“O fumo responde por cerca de 20% das mortes por câncer. Independentemente do tipo de cigarro, o fumante tem maior risco de desenvolver câncer de pulmão quando comparado ao não fumante. O tempo de exposição, o volume consumido ao longo do dia e sua intensidade, têm influência na incidência e aparecimento desta doença. A lesão que ocorre do tabagismo é relacionada ao dano ao DNA das células do trato respiratório. Embora o corpo consiga lidar com esta lesão, reparando-a, a lesão repetida por anos pode levar ao desenvolvimento de câncer de pulmão”, destaca o oncologista Dr. Eduardo Medeiros, da Oncologia D’Or.

Os malefícios do cigarro não se limitam ao trato respiratório ou circulatório. Estudos relacionam o tabagismo a pelo menos 15 tipos de neoplasia, como de cólon, pâncreas, estômago, rins, bexiga, leucemia, ovário, esôfago e colo de útero. Seus metabólitos correm pelo corpo e podem afetar diversos tecidos como o cérebro, nervos periféricos, vasos sanguíneos, órgãos genitais entre outros.

“A capacidade do nosso organismo em debelar estas lesões é enorme, porém finita. Essa agressão repetida ao longo dos anos pode levar ao aparecimento de doenças diversas. A interrupção do tabagismo é a fator externo prevenível mais importante para redução da mortalidade. Quanto mais precoce e mais rapidamente se suspende o tabagismo, maior seu benefício a curto, médio e longo prazo”, complementa o oncologista.

Embora muito se tenha avançado no tratamento e diagnóstico, com aumento de sobrevida e maiores taxas de cura, a doença ainda é diagnosticada, na grande maioria das vezes, em fase avançada, quando o tratamento tem expectativa maior de paliação, e não de cura.

Cigarro eletrônico

Ainda que não utilize o tabaco, o “cigarro eletrônico” não está autorizado no Brasil, conforme resolução da Anvisa, por não ser comprovado como uma alternativa ao tratamento do tabagismo. A medida leva em consideração a falta de comprovação científica sobre a eficácia e segurança do produto.

“Existe dúvida sobre qual efeito o cigarro eletrônico tem em relação ao desenvolvimento de câncer. O risco é menor que usar o cigarro convencional, pelo fato de ele só eliminar nicotina e não ter tabaco e produtos de combustão. Mas isso não significa que não faça mal. Por ser um produto novo, que não tem tantos anos de uso, não temos como aferir o quão mal ele faz. No entanto é preciso lembrar que para o cigarro de modo geral não existe uma concentração mínima que possamos dizer que é segura. Fumar um cigarro já envolve risco. Não é como o álcool que tem um limite mínimo que faz bem. O cigarro não tem dose segura”, enfatiza Eduardo Medeiros.

Eliminando o mau hábito

O discurso de muitos fumantes indica que o cigarro está associado a outras atividades, como beber um cafezinho, um chopp ou mesmo a tentativa de aliviar o estresse. O conselho dos especialistas é que estes gatilhos sejam evitados, e o ponto de partida para esta mudança é o desejo do fumante em abandonar o vício.

“Estratégias motivacionais, conduzidas por especialistas e apoiadas por familiares e amigos, são essenciais para fortalecer o desejo do fumante em abandonar o vício. Uma alternativa que tem sido aplicada no consultório é a exposição dos benefícios obtidos ao deixar o fumo, além das doenças que podem ser evitadas. Há casos em que é preciso associar o tratamento medicamentoso, para retirar gradualmente a nicotina do corpo, para que o ex-fumante não tenha abstinência”, explica Dr. Renato Azambuja, pneumologista do Hospital Barra D’Or.

A prática de atividades físicas também é uma forte aliada no combate ao fumo, pois gera a sensação de bem-estar e prazer similares com as que a nicotina desperta no cérebro. Também o acompanhamento nutricional é indicado, para que a compulsão por alimentos não ocorra para compensar a ansiedade. Estas medidas contribuem para evitar o aumento do peso, que acontece em alguns casos.

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