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Câncer gastrointestinal: Estar atento aos sinais faz a diferença

24/05/2019

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Os cânceres gastrointestinais são aqueles tumores que acometem os órgãos do sistema digestivo (esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, cólon, reto e ânus) e órgãos anexais da digestão, como o pâncreas, o fígado e a vesícula biliar. Em maio, focamos a nossa atenção para os tumores que podem ser desenvolvidos nessa grande parte do corpo humano: o trato digestivo.

Para se ter uma ideia, o tumor de esôfago, que é o órgão que liga a faringe ao estômago, é o sexto mais frequente entre os homens e o 15º entre as mulheres, excluindo-se o câncer de pele não melanoma. Esse câncer é o oitavo mais frequente no mundo e a incidência em homens é cerca de duas vezes maior do que em mulheres.

Já o câncer de intestino, que abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino delgado e do intestino grosso, é uma doença que tem avançado em números de casos no Brasil, apesar de poder ser prevenido e de possuir um bom prognóstico. Este tipo de tumor é mais frequente no intestino grosso e, na maioria dos casos, esta doença começa como uma lesão benigna que vai evoluindo lentamente até se transformar num tumor maligno. Na fase benigna, que é longa, é possível retirar a lesão e com isso impedir sua degeneração e o aparecimento do câncer.

No caso do câncer de pâncreas, por exemplo, pelo fato de ser de difícil detecção e ter comportamento agressivo, ele apresenta alta taxa de mortalidade, por conta do diagnóstico tardio. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil este tumor é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes causadas pela doença. Segundo a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), os casos de câncer de pâncreas aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 habitantes entre 40 e 50 anos para 116/100.000 habitantes entre 80 e 85 anos. A incidência deste tumor também é mais significativa no sexo masculino.

Cada um dos tumores do trato digestivo e órgãos anexais da digestão apresenta sintomas específicos, porém, de uma forma geral, a maioria desses sintomas estão relacionados a dores nas áreas abdominais e anormalidades nas funções básicas da digestão, como refluxo, vômito com sangue, perda de peso, falta de apetite, alteração do hábito intestinal, sangue nas fezes, urina escura e náuseas. O ideal, caso você apresente qualquer um desses sinais, é consultar um especialista em gastroenterologia. É este médico que vai conseguir identificar os sinais de cada órgão do trato digestivo e encaminhar para os exames respectivos que vão poder diagnosticar ou não a existência de um tumor.

Apesar das diferentes estatísticas, sintomas e formas de detecção, os cânceres gastrointestinais tem diversos fatores de risco em comum. O primeiro deles é o sobrepeso. Conservar uma alimentação saudável, evitando alimentos ultra processados, muito gordurosos, muito salgados e carnes processadas, preferindo consumir mais frutas e vegetais, ajuda a manter o peso corporal adequado e não sobrecarrega o trato digestivo.

Além disso, não fumar e evitar o tabagismo passivo auxilia muito o não desenvolvimento desses tumores gastrointestinais, principalmente o de esôfago, de estômago e de pâncreas. Buscar não consumir bebidas alcoólicas também ajuda a prevenir essas doenças. Por exemplo, o câncer de fígado hepatocarcinoma está extremamente relacionado a cirrose hepática, doença grave associada ao alcoolismo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 50% dos pacientes com hepatocarcinoma apresentam cirrose hepática.

Outro fator que também pode influenciar no desenvolvimento de determinados tipos de cânceres gastrointestinais, principalmente o câncer de esôfago é o consumo de alimentos em altas temperaturas ou bebidas quentes como chimarrão, café e chá em temperaturas superiores a 60ºC. Para garantir a temperatura adequada para consumo, após o preparo, deve-se esperar em torno de cinco minutos para ingerir a bebida ou comida.

Alguns dos cânceres gastrointestinais também podem se desenvolver através da infecção pelos vírus da hepatite B ou C, que, se não tratada, pode vir a levar a hepatite crônica. Esta doença está relacionada ao desenvolvimento do câncer de fígado. Já algumas infecções, como as causadas pelo papilomavírus humano (HPV) e pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana), são apontadas como responsáveis pelo aumento da incidência de tumores anais. Por isso, utilize o preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais.

A definição do tratamento para cada um dos tipos de cânceres gastrointestinais depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor, que serão avaliados pelo oncologista. O tratamento pode ser clínico e/ou cirúrgico. De uma forma geral, a cirurgia que retira a parte afetada, combinada com sessões de quimioterapia, aliadas ou não com sessões de radioterapia, são os tratamentos mais comuns para estes tipos de tumores.

De uma forma geral, levar um estilo de vida saudável, prezando em ter uma alimentação equilibrada, realizando atividades físicas com frequência, se preservando de infecções como hepatites e utilizando preservativo nas relações sexuais faz com que os cânceres gastrointestinais tenham menos chances de se desenvolver. Estar em dia com os exames de rotina, identificar e tratar a doença do refluxo gastresofagiano e prevenir doenças metabólicas, como a esteatose (acúmulo de gordura no fígado) e diabetes também são fatores importantes.

Caso um desses tumores se formem, o ideal é buscar um diagnóstico precoce. Para isso, é de extrema importância estar atentos aos pequenos sintomas do trato digestivo, sem negligenciar os sinais, buscando um médico para que eles sejam investigados, principalmente se não melhorarem em poucos dias. A maioria desses cânceres, se diagnosticado precocemente, tem boas chances de cura.

Grupo Oncologia D'Or

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