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Câncer de colo de útero: Conheça os sintomas, como prevenir e os principais tratamentos da doença

16/01/2019

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Em janeiro, focamos a nossa atenção para o câncer de colo de útero através do movimento internacional janeiro verde piscina, que tem a intenção de informar para prevenir o câncer do colo do útero. Este câncer, que também pode ser chamado de cervical, é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina brasileira e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).

Apesar da grande incidência da doença e das campanhas de conscientização existentes, ainda há muitas mulheres que desconhecem o que causa a doença e assim, ignoram as formas de prevenção e de tratamento. A maioria dos casos de câncer de colo do útero é diagnosticado em mulheres com idade entre 35 e 44 anos, se desenvolve de forma rara entre mulheres com menos de 20 anos.

Esta patologia é causada por uma infecção persistente dos tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano – HPV. A infecção genital do HPV é muito frequente e acomete a grande parte dos adultos em algum momento da vida. Porém, em algumas situações, a persistência do HPV por longos períodos de tempo faz com que ocorram alterações no DNA das células que podem evoluir para o câncer de colo de útero. O INCA estima que, para cada ano do biênio 2018/2019, sejam diagnosticados 16.370 novos casos de câncer de colo do útero no Brasil, com um risco estimado de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres.

Quando diagnosticado precocemente, o sucesso do tratamento do câncer cervical chega a 90%. Porém, é importante ressaltar que esta é uma doença silenciosa com desenvolvimento lento e, no estágio inicial este tipo de câncer não apresenta sintomas, sendo diagnosticado apenas através dos exames ginecológicos de rotina como o preventivo Papanicolaou. Em estágios avançados, o câncer cervical pode causar sangramento vaginal irregular, fora do período menstrual ou após a relação sexual, corrimento vaginal anormal, dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais e dor na pelve ou durante o ato sexual.

A principal forma de transmissão o HPV, vírus que causa a doença, é através da relação sexual, presumidamente por meio de abrasões microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. Por isso, é extremamente importante a utilização de preservativos (camisinha masculina ou feminina) durante a relação sexual. Além disso, o Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2017, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Esta vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Desta forma, o uso de preservativo durante a relação sexual, a vacinação contra o HPV, em conjunto com os exames ginecológicos preventivos são importantes ferramentas na prevenção da doença. É indispensável afirmar que, mesmo as mulheres vacinadas precisam fazer seus exames preventivos periodicamente, a partir do início de suas vidas sexuais, pois a vacina não protege contra todos os tipos de HPV.

As opções de tratamento para o câncer cervical variam de acordo com o estágio da doença no momento do diagnóstico, do tamanho do tumor, estado de saúde geral da paciente e de fatores pessoais, como idade da paciente e desejo de ter filhos. Podem ser utilizados cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação entre elas.

O uso da cirurgia no tratamento é importante para saber a extensão da doença, mas ela está limitada para os estágios iniciais, ou seja, menos de 20% dos casos poderão ser tratados exclusivamente com a cirurgia. No Brasil, a maioria das pacientes diagnosticadas com câncer cervical não é candidata às cirurgias por se encontrar normalmente em um estágio mais avançado da doença. Sendo assim, a quimioterapia e a radioterapia são o tratamento padrão para o câncer do colo do útero avançado, com metástase, e é o que tem os melhores resultados em termo de sobrevida global.

É necessário deixar claro que o tratamento, de uma forma geral, não é simples e costuma ser bastante desgastante para a mulher. Muitas das pacientes precisam lidar com efeitos colaterais como com náuseas, vômitos, fadiga, perda de apetite, perda de cabelos, dificuldade para urinar, disfunção sexual e, em alguns casos, até infertilidade.

O Brasil já avançou em sua capacidade de diagnosticar precocemente o câncer de colo de útero. Nos anos 90, cerca de 70% dos casos diagnosticados já estavam em estado invasivo. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ, que tem altas chances de cura. Isso prova que a informação é a melhor aliada contra o câncer de colo de útero. A partir do conhecimento da causa da doença, de como prevenir e dos principais tratamentos é possível diminuir o número de casos que só são diagnosticados em estado avançado. Adotar as medidas de prevenção e estar em dia com as visitas à ginecologista auxilia num diagnóstico precoce e, com isso, em uma chance maior de cura.

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