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Câncer de bexiga, prevenir é o melhor caminho

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Apesar de pouco conhecido, o câncer de bexiga é a segunda neoplasia do trato urinário mais frequente entre os homens, atrás apenas do câncer de próstata. Seus sintomas são muitas vezes silenciosos, o que leva ao diagnóstico tardio da doença.

“Muitas vezes esse tipo de neoplasia é confundida com outras enfermidades do trato urológico como a infecção urinária, pois os sintomas são parecidos. A presença de sangue na urina, dor ou queimação ou necessidade frequente de urinar mesmo sem a bexiga estar cheia são os principais sinais de alerta para que a pessoa busque um especialista”, explica Daniel Herchenhorn, oncologista clínico do Grupo Oncologia D’Or

Existem três tipos de câncer de bexiga que variam de acordo com as células em que se iniciam:

  1. Carcinoma de células de transição, representa a maioria dos casos e começa nas células do tecido mais interno da bexiga
  2. Carcinoma de células escamosas , afeta as células delgadas e planas
  3. Adenocarcinoma, que se inicia nas células glandulares.

O diagnóstico é feito através de exames de urina e de imagens, como a citoscopia, que faz uma investigação interna da bexiga através de um instrumento com câmera. Durante a citoscopia é possível a retirada de células para biópsia ou, em alguns casos, até mesmo a retirada do próprio tumor.

Prevenção

Segundo o oncologista, o tabagismo pode aumentar as chances de uma pessoa ter câncer de bexiga, pois os produtos químicos presentes no cigarro podem danificar as células da bexiga. Uma alimentação saudável rica em frutas, verduras e legumes e pobre em gorduras, principalmente as de origem animal, ainda é a melhor forma de prevenção do câncer de bexiga e dos demais tipos de tumores. Além de beber água.

E quando é indicado procedimento cirúrgico?

O diagnóstico de tumor maligno na bexiga tem a indicação de retirada parcial ou completa do órgão. O paciente tende a ter muito receio de ser submetido à cirurgia, devido à técnica convencional de retirada e reconstrução da bexiga. No entanto, com a tecnologia da cirurgia robótica, retira-se a bexiga por pequenas incisões, mantendo o abdômen fechado mais tempo.

“Através da cirurgia robótica de bexiga, a cistectomia radical robótica, todo o processo cirúrgico é minimamente invasivo e mais seguro. A reconstrução da bexiga é facilitada e mais precisa, pela liberdade de movimentos do robô, que é comandado através do joystick pelo cirurgião. Além disso, há a redução do tempo cirúrgico, riscos de sangramentos e complicações pós-cirúrgicas, assim como diminui as chances de infecções’, destaca Dr. Rodrigo Frota, urologista e coordenador do programa de cirurgia robótica da Rede D’Or.

Benefícios da Cirurgia Robótica

A cirurgia robótica é a mais indicada, principalmente para os casos mais delicados e complexos que antes estavam relacionados a cirurgias de altíssima complexidade e maiores riscos aos pacientes. Esta tecnologia permite que a intervenção seja cada vez menos invasiva, otimizando a recuperação do paciente após o procedimento. Entre as especialidades que mais operam com esta tecnologia se destacam a urologia, ginecologia e a cirurgia bariátrica, mas procedimentos também são feitos em cirurgia hepática, proctologia, tórax, entre outras.

 

 

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